O Grande Contrato de JSN: Uma Aposta Arriscada para os Seahawks, Não Uma Certeza
Stephen A. Smith, que Deus o abençoe, foi à ESPN e declarou que Jaxon Smith-Njigba "merece cada centavo" de seu contrato recorde. Olhe, eu entendo. O homem adora uma boa frase de efeito, e celebrar um jovem astro sendo bem pago geralmente é uma aposta segura. Mas chamar JSN, recém-saído de seu contrato de calouro, o recebedor mais bem pago da história da NFL de uma jogada "merecida"? Isso é um exagero. Um grande exagero.
Falando sério: os Seahawks acabaram de gastar US$ 105 milhões em cinco anos, com US$ 75 milhões garantidos, em um cara que pegou 63 passes para 628 jardas e um touchdown em sua primeira temporada profissional. Sim, esses números são para o seu ano de *calouro*. E sim, ele jogou ao lado de DK Metcalf e Tyler Lockett, o que complicou sua participação nos alvos. Mas não vamos agir como se ele estivesse arrasando na liga ou mesmo superando consistentemente Lockett, que teve 894 jardas em 79 recepções em 2023. JSN teve alguns lampejos, claro, como aquela performance de 8 recepções e 87 jardas contra os Cardinals na Semana 7. Mas "cada centavo"? Para esse tipo de produção? Ah, qual é, meu.
Forma e Estatísticas
**A Sala de Recebedores All-In de Seattle**
Os Seahawks claramente acreditam que Smith-Njigba é o futuro, especialmente com Lockett completando 32 anos em setembro. Mas este contrato não é apenas sobre potencial futuro; é sobre valor presente. Para comparação, Justin Jefferson, o melhor recebedor do futebol americano por uma milha, assinou um contrato de quatro anos e US$ 140 milhões com US$ 110 milhões garantidos. Sua *pior* temporada foi de 88 recepções para 1.400 jardas e 5 touchdowns como calouro em 2020. O novo contrato de JSN tem uma média de US$ 21 milhões por ano. O de Jefferson tem uma média de US$ 35 milhões. A diferença é significativa, mas o contrato de JSN ainda o coloca no escalão superior de pagamento de recebedores, baseado mais em projeção do que em produção de elite comprovada.
A questão é a seguinte: a sala de recebedores de Seattle agora é absurdamente cara. Metcalf está jogando com uma extensão de três anos e US$ 72 milhões que ele assinou em 2022. Lockett ainda está nos livros por mais de US$ 26 milhões este ano, embora uma reestruturação ou corte provavelmente venha na próxima entressafra. Você tem Metcalf e Smith-Njigba presos por muito dinheiro. Isso é muito espaço no teto salarial amarrado em dois recebedores que, embora talentosos, não estão exatamente no nível de Tyreek Hill ou Justin Jefferson agora. O novo coordenador ofensivo Ryan Grubb é bom que tenha um plano para maximizar esse investimento. Ele tem as armas, sem dúvida, mas a pressão está sobre ele.
Fatores Chave
O contra-argumento, é claro, é que o mercado de recebedores está explodindo. Amon-Ra St. Brown assinou um contrato de quatro anos e US$ 120 milhões com US$ 77 milhões garantidos no início desta entressafra. DeVonta Smith conseguiu três anos e US$ 75 milhões dos Eagles. Christian Kirk, pelo amor de Deus, conseguiu US$ 72 milhões dos Jaguars há dois anos. O preço de fazer negócios por um recebedor de qualidade está nas alturas. Seattle pode estar apenas pagando o preço de mercado por um jogador que eles draftaram em 20º lugar em 2023 e acreditam que se desenvolverá em um verdadeiro número 1. Eles estão apostando nesse potencial, apostando que ele se tornará o jogador que era em Ohio State, onde teve 1.606 jardas em 95 recepções em 2021.
Minha opinião? Os Seahawks pagaram demais. Não por pouco, mas por muito. Isso não é culpa de JSN; que bom para ele por ter conseguido o dinheiro. Mas para um time que perdeu os playoffs em 2023 com um recorde de 9-8 e está em transição para uma nova comissão técnica, este é um enorme lançamento de dados. Eles essencialmente apostaram uma grande parte de seu teto salarial futuro em um jogador talentoso, mas não comprovado.
Previsão ousada: Jaxon Smith-Njigba não ultrapassará 1.000 jardas de recepção na temporada de 2024.